O fechamento parcial da Avenida Raul Lopes aos domingos consolidou um novo hábito entre os teresinenses: ocupar o espaço público para caminhar, correr, pedalar e se reunir com amigos e familiares. Localizada às margens do Rio Poti, com a Ponte Estaiada como cenário, a via é hoje um dos principais pontos de encontro da capital. A mudança de uso do espaço transformou o trecho em um corredor de bem-estar. Famílias inteiras dividem o calçadão com grupos de corrida e barraquinhas com comidas e produtos.

Para Gustavo Ribeiro, empresário e coordenador de um clube de corrida com mais de 400 alunos, o espaço está sendo muito bem aproveitado. “Aqui na Raul Lopes, de domingo a domingo, está sempre lotado. Isso mostra que as pessoas têm cada vez mais consciência sobre a importância da atividade física e do autocuidado”, afirma. Ele lembra ainda que, por trás da corrida, existe toda uma cadeia econômica, que envolve empresas, universidades e assessorias esportivas, responsáveis por estimular a população a iniciar programas de caminhada e corrida.

Foi nesse ambiente que o videomaker Zael Valentin conseguiu melhorar sua qualidade de vida. Ele começou a treinar há um ano, pesando 130 quilos. Hoje, com 103, já coleciona medalhas e tem como objetivo participar da Corrida de São Silvestre. “Eu tinha uma vida muito sedentária e hábitos de alimentação terríveis. Hoje tenho um treinador e as minhas preparações de provas são sempre de 5 quilômetros”, ressaltando que também conta com a motivação dos amigos.

A prática da caminhada e da corrida pode ser vista em vários bairros de Teresina. Na Avenida Professor Arimatéia Santos, inaugurada há cinco anos, a aposentada Francinette de Oliveira, 66 anos, é presença quase diária no local. “Se eu pudesse, vinha todo dia. Faz bem para o corpo e para a cabeça. É força de vontade”, destaca.

