Foto: Ascom Alepi
Número de partidos na Alepi cai de 14 para 4 após janela partidária
A Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) passou por uma reconfiguração em sua composição partidária após o encerramento da janela partidária, na última sexta-feira (3). Com as mudanças, o número de siglas com representação na Casa caiu de 14 para apenas quatro, sendo três partidos e uma federação.
Durante o período, cinco deputados estaduais titulares trocaram de partido, o que impactou diretamente na formação das bancadas e no equilíbrio político do Legislativo estadual.
A maior bancada passa a integrar a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, que reúne 14 parlamentares alinhados ao governador Rafael Fonteles. Entre os integrantes estão Francisco Limma, Fábio Novo, Franzé Silva, Dr. Vinícius, Hélio Isaías, Evaldo Gomes, Fábio Xavier, Firmino Paulo, Flávio Júnior, Janaínna Marques, Nerinho e Dr. Thales Coelho, além de outros representantes da base governista.
O MDB, partido do presidente da Alepi, Severo Eulálio, configura-se como a segunda maior bancada, com nove deputados. Integram o grupo parlamentares como Ana Paula, Dr. Felipe Sampaio, Gracinha Mão Santa, Henrique Pires, João Mádison, Dr. Hélio, Gessivaldo Isaías e Coronel Carlos Augusto.
Na oposição ao governo estadual, o Progressistas conta com quatro deputados: Gustavo Neiva, Wilson Brandão, Aldo Gil e Bárbara do Firmino.
Já o PSD passou a ter representação na Casa após a janela partidária, com três parlamentares: Marden Menezes, Georgiano Neto e Simone Pereira. Com as mudanças, partidos como Republicanos e Solidariedade deixaram de ter assento no Legislativo estadual.
A redução no número de partidos representa uma mudança significativa em relação a março de 2022, quando a Alepi contava com 14 siglas com representação. À época, o MDB liderava com seis deputados, seguido por PT e Progressistas, com cinco cada, além de outras legendas com menor número de parlamentares.
De acordo com o advogado eleitoral Valdílio Falcão, a diminuição está relacionada às reformas eleitorais recentes. “A redução no número de partidos não ocorre apenas na Alepi, mas também em câmaras municipais e na Câmara Federal, principalmente em razão das cláusulas de barreira e do fim das coligações proporcionais”, explicou.
A nova configuração deve impactar diretamente na formação de blocos, articulações políticas e votações dentro da Assembleia ao longo do ano.
