O Comando de Policiamento Ambiental (CPA) lançou uma campanha de conscientização para alertar a população sobre os riscos e as consequências da caça de animais silvestres no Piauí. A prática é considerada crime ambiental pela legislação brasileira e segue sendo registrada em diversas regiões do estado, tanto para consumo quanto para comércio ilegal.
A ação é realizada em parceria com órgãos estaduais e federais e inclui atividades educativas em escolas, quartéis, rádios e veículos de comunicação. Segundo o subcomandante do CPA, tenente-coronel Carlos Teixeira, em entrevista ao Repórter Piauí Tarde da TV Antares, o objetivo é conscientizar a população sobre os impactos ambientais e os riscos à saúde provocados pelo consumo dessas carnes.
“Além de ser crime, o consumo de carne de animal silvestre representa risco à saúde pública, porque são carnes que não passam por fiscalização sanitária”, destacou.
Entre os animais mais caçados no estado estão tatu, paca, cutia, veado-catingueiro e até onças. De acordo com o CPA, a prática ocorre principalmente em regiões de mata preservada, como áreas próximas ao Parque Nacional da Serra da Capivara.
Somente na região de São Raimundo Nonato, a Polícia Ambiental apreendeu mais de 500 quilos de carne de animais silvestres em 2025, além de 75 armas de fogo utilizadas na caça ilegal.
O tenente-coronel Carlos Teixeira chamou atenção para o perfil dos caçadores. “Hoje muitos utilizam veículos de alto padrão, drones e armamentos modernos. Não é uma prática de subsistência, mas uma atividade criminosa”, afirmou.
A Polícia Ambiental reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais 190 e também pelo aplicativo e plataforma do B.O Fácil, da Secretaria de Segurança Pública.
A campanha conta com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria de Educação, Polícia Federal, Ibama e outras instituições parceiras, dentro das ações de educação ambiental e preservação da fauna silvestre no estado.
